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Se deu certo em Porto União, por que não dá certo em União da Vitória?

Toda grande transformação começa como um sonho, ganha forma no papel e só depois se materializa em benefício da população.

08/06/2026 às 08h43
Por: Redação
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Se deu certo em Porto União, por que não dá certo em União da Vitória?

Obras não caem do céu. Não surgem por acaso. Antes de se tornarem realidade, passam pelo campo das ideias, dos projetos, das reuniões, das articulações e da persistência política. Toda grande transformação começa como um sonho, ganha forma no papel e só depois se materializa em benefício da população.

Foi justamente isso que chamou a atenção nos últimos dias com a assinatura do termo de cessão de uso de uma extensa área às margens do Rio Iguaçu, em Porto União. O terreno, pertencente à Copel e atualmente ocupado pela pista de motocross, pelo Balneário Santa Rosa e pelo Centro de Tradições Gaúchas (CTG), passa agora para a administração do município, abrindo caminho para investimentos e novos projetos de desenvolvimento.

A conquista foi comemorada pelo prefeito Juliano Hassan (PL), mas teve como peça fundamental a articulação do deputado estadual Hussein Bakri (PSD), líder do Governo Ratinho Junior na Assembleia Legislativa do Paraná. Foi através de sua influência política e da interlocução junto à Copel que o processo avançou até a assinatura.

E é justamente aí que surge a pergunta que ecoa nas rodas de conversa de União da Vitória: se foi possível resolver uma situação histórica em Porto União, município catarinense onde Hussein sequer disputa votos, por que o mesmo não acontece do outro lado da ponte?

A pergunta não é nova.

Há tempos o abandono da área do Parque Ambiental, localizada em terreno também pertencente à Copel, é alvo de críticas da população. O espaço que já foi cartão-postal da cidade hoje convive com mato alto, falta de manutenção, estruturas deterioradas e uma evidente ausência de projetos para seu futuro.

O que diferencia uma situação da outra?

A resposta parece simples: vontade política.

Em Porto União houve interesse. Houve articulação. Houve viagens, reuniões, despachos, conversas técnicas e insistência até que o objetivo fosse alcançado. Ninguém acordou um dia e encontrou a área transferida para o município. O resultado foi construído.

Já em União da Vitória, a impressão que fica é de conformismo. Não se vê mobilização pública, não se vê pressão institucional e muito menos um esforço semelhante para buscar uma solução definitiva para uma área estratégica às margens do Rio Iguaçu.

Afinal, a Prefeitura de União da Vitória quer assumir a área do Parque Ambiental ou não?

E se quer, por que nada acontece?

Se não quer, seria importante dizer isso claramente à população.

Porque enquanto Porto União conquista espaço para planejar o futuro, União da Vitória continua observando o seu principal parque afundar lentamente no abandono.

O mais curioso é que a área está localizada em um dos pontos mais privilegiados da cidade, às margens do majestoso Rio Iguaçu. Um patrimônio natural que poderia ser transformado em espaço de lazer, turismo, esporte e convivência para milhares de famílias.

Mas para isso acontecer é preciso mais do que discursos.

É preciso vontade.

É preciso trabalho.

É preciso querer fazer.

E, até agora, infelizmente, essa disposição parece estar mais presente do outro lado da ponte.

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