Estudo aponta obras que podem reduzir enchentes em até 2,6 metros no Vale do Iguaçu
Anteprojeto da Unilivre prevê canais, escavações e alargamentos do Rio Iguaçu entre União da Vitória e Porto Vitória
29/05/2026 às 14h20
Por: Redação
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O jornal O Comércio teve acesso ao anteprojeto elaborado pela Universidade Livre do Meio Ambiente (Unilivre) com propostas de obras para reduzir os impactos das enchentes no Vale do Iguaçu, especialmente em União da Vitória e Porto União.
O estudo reúne mais de 500 páginas e analisa alternativas para melhorar o escoamento das águas do Rio Iguaçu.
Ao todo, foram avaliadas 20 possíveis intervenções, incluindo escavações no leito do rio, dragagens, construção de canais, túneis e até diques de proteção.
Segundo a Unilivre, todas as propostas passaram por análises hidráulicas para identificar quais apresentariam melhor resultado na redução das cheias.
Entre as obras estudadas estão intervenções em regiões como Porto Vitória, Fazenda Brasil, Curva da Ressaca, Parque Ambiental e Vau do Iguaçu.
O levantamento mostrou que medidas isoladas teriam pouco efeito. Por isso, a universidade criou 26 combinações de obras para encontrar a solução mais eficiente.
A proposta considerada mais vantajosa prevê nove intervenções principais, incluindo:
escavações no leito do rio;
alargamentos da calha do Iguaçu;
construção de canal de derivação na Fazenda Brasil;
melhorias na região da Curva da Ressaca;
intervenções nas corredeiras de Porto Vitória.
Segundo o estudo, a combinação dessas obras poderia reduzir em até 2,60 metros o nível das enchentes no Vale do Iguaçu.
O orçamento estimado para execução do projeto é de aproximadamente R$ 1,3 bilhão.
A universidade também sugere que as obras sejam divididas em duas etapas, começando pelos canais e alargamentos e, posteriormente, pelas escavações e possíveis túneis.
O estudo ainda alerta que algumas soluções, como os diques, exigem atenção especial por questões de segurança. Conforme o documento, uma eventual ruptura dessas estruturas poderia gerar riscos ainda maiores para a população atingida.
Agora, o anteprojeto deverá servir de base para futuras discussões técnicas e decisões do poder público sobre medidas definitivas de combate às enchentes históricas da região.
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