
A investigação sobre a morte do empresário do setor funerário Pedro Rodrigues Alves, de 54 anos, ganhou novos desdobramentos após a conclusão de parte do inquérito conduzido pela Polícia Civil.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Édipo Flamia, a principal suspeita do crime — esposa da vítima — teria tentado se aproveitar da repercussão nacional envolvendo casos de intoxicação por metanol para dificultar a descoberta do homicídio.
De acordo com a investigação, a coincidência entre o período do envenenamento e o debate público sobre bebidas adulteradas teria sido usada como forma de criar uma falsa hipótese para a causa da morte.
⚠️ Envenenamento teria ocorrido por semanas
As apurações indicam que o empresário não foi vítima de um episódio isolado, mas de um processo contínuo de envenenamento ao longo de aproximadamente um mês.
Conforme a Polícia Civil, substâncias altamente tóxicas teriam sido utilizadas no crime, incluindo produtos químicos e compostos capazes de causar graves danos ao organismo.
? Suspeita de tentativa de ocultar o crime
A investigação também aponta indícios de tentativa de ocultação de provas. Segundo os investigadores, os suspeitos teriam buscado fazer a morte parecer natural.
Outro ponto apurado pela polícia envolve a suspeita de que um profissional da área da saúde teria sido procurado para fornecer informações sobre o estado clínico da vítima enquanto ela permanecia internada em uma UTI.
⚖️ Casal foi indiciado
Ao final da investigação, o casal foi indiciado por homicídio qualificado.
Entre as qualificadoras apontadas pela Polícia Civil estão motivo torpe, uso de veneno, meio cruel e recurso que dificultou qualquer possibilidade de defesa da vítima.
O caso agora segue para análise do Poder Judiciário.
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